Então eu olho pela janela; todos os carros são iguais, com a mesma cor prateada, mesmo estilo de doutor, mesmo design, mesma forma. Todos iguais.
Essa manhã, todas as mulheres usam a mesma saia até o joelho e a mesma blusa com decote aceitável, o mesmo cabelo loiro preso em um meio rabo com uma presilha em formato de borboleta. A franja cai no rosto, em diagonal crescente, da testa até o lado esquerdo do queixo. Todas iguais.
Caminham com seus dois filhos, e já que hoje em dia podem escolher sexo dos filhos, todas escolhem um menino e uma menina; os meninos usam camisetas enfiadas para dentro das calças jeans, meias brancas e tênis azuis e brancos.Todos iguais. As meninas usam seus adoráveis cachos loiros (mesmo que não sejam loiras naturalmente; se a mãe pintou o cabelo de loiro, a filha também pinta, seja por vontade própria ou por vontade da própria mãe) por cima do ombro, que tem as alças dos vestidos cor-de-rosa floridos com um laço na cintura. As sandálias, delicadas, em tons suaves de vermelho. Todas iguais.
Até os poodles da família são tingidos de azul-bebê, a cor da moda.Todos iguais.
Eu uso minha calça jeans, tênis e camiseta. Meu cabelo é preto. E todos me olham como um alienígena.
Todos iguais.
Tenho vontade de perguntar para eles "Você sabe quem você é?".
"Normalite" domina >__<
ResponderExcluirGostei muito desse texto. Acho que você criou um padrão de robôs bem reais xD