Pouco a pouco, fui criando apatia pelas coisas com a qual tenho de conviver.Tenho um desejo desesperado de fugir.
Odeio minha escola. Odeio os imbecis da minha sala. Odeio matemática, física, química, geografia, português, educação física, educação artística.Odeio ter que estudar mais que todo mundo por causa da minha dificuldade de interpretação de texto. Odeio acordar, ir pra escola, voltar, almoçar, ir pro violão, aula particular de matemática, psicopedagoga. Odeio essa rotina. Odeio ter duvidas. Odeio ser confusa. Odeio à mim mesma.
Odeio essas palavras.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
não respeito mesmo, me processe.
Tudo bem. Respeitar idoso, respeitar grávidas, respeitar mulheres com crianças no colo, até aí é a coisa mais normal do mundo. Faz parte da cidadania, certo?
Não estou falando desse tipo de respeito. Não, estou falando de respeitar as ideias dos outros.
Na última terça-feira, saí mais cedo da escola. Estava com o olho irritado e a enfermeira (que me fez esperar 15 minutos até ser atendida, porque ela estava muto ocupada tomando seu cafezinho), achou melhor que eu fosse para casa. Eu achei uma frescura; se fosse conjuntivite ou algo do tipo, que diferença faria se eu fosse embora na última hora de aula ? O vírus se propaga mais rápido das 11:40 à 12:30, ou algo do tipo?
Enfim. Respeito.
Bem, enquanto esperava minha mãe chegar para me levar para casa (porque eles não me deixaram ir de ônibus, ou seja, além de me fazer perder uma prova, mandar eu ir para casa sendo que eu sabia que não era nada de grave, eles ainda foram autoritários à ponto de ditar o jeito de eu ir embora), o pessoal que faz curso técnico saia de suas aulas. Sentei-me ao sofá na portaria e uns 10 minutos depois um grupo de três meninas chegaram e se sentaram junto a mim, esperando sua colega. Quando a garota chegou, reclamou: ''Que mulher burra, não sabe nem tirar xerox direito!''
Uma professora que estava no ambiente ouviu, e logo mandou: ''Olha, que falta de respeito. Se ela não sabe tirar xerox, é um problema dela, não? Por que não respeita isso?Por que não fala na cara dela, ao menos?''
A menina virou-se e foi embora, e a professora começou a falar mal dela para o porteiro. Essa cena deu-me muito a pensar.
Normalmente eu estaria do lado da professora; ainda é considerado rude falar mal dos outros pelas costas, não?
Mas depois de um tempo pensando, percebi que a garota tinha razão, até. Ora, se a mulher não sabe tirar xerox, que raios estava fazendo ali?Por que não colocam alguém que realmente saiba o que faz?
E vai além; a professora exigiu respeito e não respeitou a opnião da aluna. Quer dizer, se ela não gostou dos serviços da mulher, problema dela, não? Que diabos a educadora tinha a ver com isso?
E WTF? Ela exigiu que falasse na cara da mulher, mas falou mal da aluna assim que esta virou as costas? Hipocrisia, não?
As pessoas tem todo o direito de respeitar ou não as outras. Depois irão arcar com as consequências, mas isso é problema delas. Se fez, assuma e lide.
Mas não seja hipócrita como a professora.
Não estou falando desse tipo de respeito. Não, estou falando de respeitar as ideias dos outros.
Na última terça-feira, saí mais cedo da escola. Estava com o olho irritado e a enfermeira (que me fez esperar 15 minutos até ser atendida, porque ela estava muto ocupada tomando seu cafezinho), achou melhor que eu fosse para casa. Eu achei uma frescura; se fosse conjuntivite ou algo do tipo, que diferença faria se eu fosse embora na última hora de aula ? O vírus se propaga mais rápido das 11:40 à 12:30, ou algo do tipo?
Enfim. Respeito.
Bem, enquanto esperava minha mãe chegar para me levar para casa (porque eles não me deixaram ir de ônibus, ou seja, além de me fazer perder uma prova, mandar eu ir para casa sendo que eu sabia que não era nada de grave, eles ainda foram autoritários à ponto de ditar o jeito de eu ir embora), o pessoal que faz curso técnico saia de suas aulas. Sentei-me ao sofá na portaria e uns 10 minutos depois um grupo de três meninas chegaram e se sentaram junto a mim, esperando sua colega. Quando a garota chegou, reclamou: ''Que mulher burra, não sabe nem tirar xerox direito!''
Uma professora que estava no ambiente ouviu, e logo mandou: ''Olha, que falta de respeito. Se ela não sabe tirar xerox, é um problema dela, não? Por que não respeita isso?Por que não fala na cara dela, ao menos?''
A menina virou-se e foi embora, e a professora começou a falar mal dela para o porteiro. Essa cena deu-me muito a pensar.
Normalmente eu estaria do lado da professora; ainda é considerado rude falar mal dos outros pelas costas, não?
Mas depois de um tempo pensando, percebi que a garota tinha razão, até. Ora, se a mulher não sabe tirar xerox, que raios estava fazendo ali?Por que não colocam alguém que realmente saiba o que faz?
E vai além; a professora exigiu respeito e não respeitou a opnião da aluna. Quer dizer, se ela não gostou dos serviços da mulher, problema dela, não? Que diabos a educadora tinha a ver com isso?
E WTF? Ela exigiu que falasse na cara da mulher, mas falou mal da aluna assim que esta virou as costas? Hipocrisia, não?
As pessoas tem todo o direito de respeitar ou não as outras. Depois irão arcar com as consequências, mas isso é problema delas. Se fez, assuma e lide.
Mas não seja hipócrita como a professora.
domingo, 3 de maio de 2009
even if savin' you sends me to heaven.
Então. Ontem à noite, estava eu tentando dormir, quando me veio uma inspiração para um conto. Essa inspiração veio de um pernilongo que entrou no meu quarto. Não me perguntem o que o pernilongo tem a ver com o conto.
-carta de despedida:
Olhou pela janela. Viu o pôr-do-sol mais belo de toda sua vida. Lágrimas começaram a sair de seus olhos negros. Enxugou-as; havia prometido a si mesma que não choraria. Estava decidida.
Pegou uma caneta azul, uma folha de papel e escreveu as últimas palavras.
''Só tenho a lhe agradecer. Você me fazia sorrir somente por estra ao meu lado. Você sempre me salvou. Deixe-me fazer o mesmo, só desta vez. Deixe-me ir.Não vingue-se, por favor. Muito menos culpe-se.
Durante todo esse tempo, você foi meu anjo. Por favor, deixe-me ser o seu agora.
Eu te amo. Continuarei amando-te mesmo após isso.
Rebecca.''
Dobrou o papel e colocou-o no envelope, com o nome do dono de seu coração. Depois, guardou-o no bolso. Quando tudo isso tivesse acabado, seria o primeiro lugar onde olhariam.
Saiu para a rua. Duas esquinas abaixo de sua casa, havia um beco onde tranficantes se reuniam normalmente. Ao chegar ali, Rebecca olhou para um deles. O mais grandalhão de todos.Viu os olhos azuis do homem se transformarem em um sorriso malicioso. Abriu o bolso do casaco. A garota só teve tempo de pensar em seu anjo, e em dizer para si mesma ''ele estará a salvo''.
No dia seguinte, um enterro, um anjo chorando e uma manchete no jornal da cidade: ''adolescente de 16 anos sacrifica-se por seu 'anjo'.''
-carta de despedida:
Olhou pela janela. Viu o pôr-do-sol mais belo de toda sua vida. Lágrimas começaram a sair de seus olhos negros. Enxugou-as; havia prometido a si mesma que não choraria. Estava decidida.
Pegou uma caneta azul, uma folha de papel e escreveu as últimas palavras.
''Só tenho a lhe agradecer. Você me fazia sorrir somente por estra ao meu lado. Você sempre me salvou. Deixe-me fazer o mesmo, só desta vez. Deixe-me ir.Não vingue-se, por favor. Muito menos culpe-se.
Durante todo esse tempo, você foi meu anjo. Por favor, deixe-me ser o seu agora.
Eu te amo. Continuarei amando-te mesmo após isso.
Rebecca.''
Dobrou o papel e colocou-o no envelope, com o nome do dono de seu coração. Depois, guardou-o no bolso. Quando tudo isso tivesse acabado, seria o primeiro lugar onde olhariam.
Saiu para a rua. Duas esquinas abaixo de sua casa, havia um beco onde tranficantes se reuniam normalmente. Ao chegar ali, Rebecca olhou para um deles. O mais grandalhão de todos.Viu os olhos azuis do homem se transformarem em um sorriso malicioso. Abriu o bolso do casaco. A garota só teve tempo de pensar em seu anjo, e em dizer para si mesma ''ele estará a salvo''.
No dia seguinte, um enterro, um anjo chorando e uma manchete no jornal da cidade: ''adolescente de 16 anos sacrifica-se por seu 'anjo'.''
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