terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Hold my heart, phantom.

Agora são exatos 10:23 da manhã de uma terça-feira ensolarada de dezembro. Hoje faltam exatos dez dias para o natal. Passei de ano. Comprei um cd maravilhoso ontem. Estou falando com ele.
É. Tudo parece extremamente bom.
Não.
Aparências enganam, meu caro amigo, minha cara amiga.
Aprendas isso, ou serás enganado por toda vossa existência.
Não, não está tudo bem.
Mas eu, novamente, não sei porque. O dueto de Tarja Turunen com Marco Hietala ecoa em meu ouvido, o fantasma da ópera. Uma das versões mais impecáveis dessa música, em minha modesta (e, sejamos sinceros, inútil) opinião.
Estou formal demais hoje? Talvez.
Estou confusa demais.
Estou com medo.
Não me pergunte o porquê.
Essa dúvida me assola a alma. Angustiante saber que meu ano perfeito pode não ter sido real. Angustiante saber que eu deixei tudo chegar a esse ponto, sendo que no final das contas, eu sempre soube a verdade.
E que talvez a verdade não exista.
O fantasma da ópera parece ser "real", afinal de contas.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Um texto sobre nada.

Eu não sei o que escrever, não sei o que fazer, não sei nem se tenho um problema. Essa dúvida me confunde, me domina, me dá vontade de chorar, gritar e surtar. Mas eu não posso, eu simplesmente me recuso a fazer qualquer uma dessas coisas, porque eu nem sei o que é. Poderiam ser tantas coisas, mas sou humana e a humanidade sempre pensa o pior possível.
Perdemos o lado Pollyana da vida.
O vento uiva ao meu lado, meu cabelo chicoteia e meu coração dispara.
Está disparado há quase duas horas. Mas eu nem sinto mais.
Sinto fome, mas não consigo engolir.
Sinto raiva, mas não posso gritar.
Sinto angústia, mas não posso chorar.
Sofrer em silêncio. É isso aí.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

One more thing to write about.

(Prólogo - Maldito Diário)

Maldito Diário,
Hoje acordei cedo, e não fui à aula.
A vontade de chorar me tomaria conta se eu o fizesse.
Fui até a lagoa, andando calmamente por lá. Não tinha pressa; era só o que eu faria durante cinco horas e meia.
Enquanto andava, pensei tê-lo visto. Não só uma vez, mas várias, como se ele me acompanhasse ao meu lado, como se eu pudesse novamente sentir o toque das mãos de quem um dia já foi meu melhor amigo.
Por que ele teve que ir? É tão cruel.
É egoísmo da minha parte querê-lo de volta, e eu sei disso. Não posso querer que ele volte só por mim. Mas, Deus, como faz falta a risada dele. Como doi saber que ele não me ligará mais, adivinhando quando eu preciso ouvir a voz dele. Como é difícil aceitar que ele se foi.
E se foi há quase três anos.
Hoje só o que me resta é a saudade e as lembranças. Memórias de um sorriso, de um olho castanho claro, do seu abraço.
Parada em frente a lagoa, olhando o céu cinza maravilhosamente imenso, meu celular tocou.
Um minuto depois, as lágrimas começam a cair. Desesperadamente.
É do hospital. Minha melhor amiga acaba de ter o mesmo fim que meu melhor amigo teve.
Mas por escolha dela.
Sabia que isso iria acontecer... Pude sentir.
Foi por esse motivo que eu fugi da sociedade hoje. A lagoa estava cheia de pessoas fazendo exercícios físicos, mas eu estava escondida no meio de folhas e árvores. Invísel.
E eu estava sozinha.
Absolutamente sozinha.
Sem ninguém para me ajudar no mundo.
Sou Sarah, uma garota qualquer. A garota mais deprimente do mundo. Tudo e nada, ao mesmo tempo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Don't sell your soul to them.

Senhoras e senhores, lhes apresento aqui as novas leis do mundo juvenil.(14 anos -19 anos)
Artigo 1: É obrigatório o consumo de bebida alcoólica e drogas em festas, escolas, casa, etc.
Artigo 2: É obrigatório o uso de Wayfarer. Principalmente agora que o Robert Pattinson apreceu usando um preto, tendência.
Atrigo 3: Por falar em tendências, fica terminantemente proibido usar o mesmo par de tênis por mais de dois meses. Ainda mais agora, que a tendência é trocar os cadarços de tênis com seus amigos.
Artigo 4: Desrespeite os idosos. Afinal, velho já viveu bastante, não é mesmo?
Artigo 5: Responda para seus pais. Quanto mais histórias você tiver sobre brigas que você teve com eles para contar para seus amigos, mais cool você é.
Artigo 6: Use e abuse de meninas em baladas. Elas são suas escravas, números para serem adicionados em uma enorme lista.Aquele que ficar com menos meninas, levará para sempre a fama de homossexual.
Artigo 7: Nunca perca a oportunidade de falar mal do seu amigo pelas costas. Tenha certeza, ele também o faz com você.
Artigo 8: Ler é proibido, a menos que a)seja uma revista que tenha somente dicas de maquiagem, cabelo e moda, ou b)tenha mulheres peladas, ou c) seja um livro da moda. Tendência é tudo.
Artigo 9: Aula? Para quê? O principal objetivo da escola é fazer amigos, para poder trocar o cadarço de tênis e depois falar mal pelas costas. Os professores falam simplesmente com as paredes.
Artigo 10: Não perca a oportunidade de fazer brincadeiras apropriadíssimas à sua idade, como jogar bolinhas de papel ou fazer piadas sobre o jeito da menina estranha da sua sala.

Caso haja desobedecimento de qualquer um dos itens citados acima, a pena será a mesma:
Desinclusão social.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Kuinka paljon sinä tiedät?

Quanto você sabe?
Quão grande é o abismo entre loucura e razão? O que define um e outro? Quem decide o que é loucura e o que o é razão?
Qual a capacidade que nós temos para entender isso?
Caro leitor, a humanidade não tem tamanha capacidade.
Talvez por isso, alguns acreditem que o amor faz loucuras, enquanto outros acreditam que as loucuras fazem o amor.
Eles me dizem para ficar em paz. Tentam me fazer entender que tudo ficará bem.
Eu simplesmente não consigo. Não, é mais forte que eu.
É praticamente insano. Não, não praticamente. É insano, se considerarmos que uma pessoa sã tem pleno controle de seu lado emocional.
No meu estado, risos me dão náuseas. Lágrimas me fortificam, é quase como uma inversão da normalidade.
Seria essa a definição de loucura? Inversão da normalidade?
Então me defina normalidade.
Difícil, não?
Pois é. Não é essa a definição de loucura.
Mielestäni, talvez, seja uma definição mais clara de "loucura". Significa "minha mente", em finlandês. É, é exatamente isso.
Cada dia mais, fico convicta disso.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Do you know who are you?

Então eu olho pela janela; todos os carros são iguais, com a mesma cor prateada, mesmo estilo de doutor, mesmo design, mesma forma. Todos iguais.
Essa manhã, todas as mulheres usam a mesma saia até o joelho e a mesma blusa com decote aceitável, o mesmo cabelo loiro preso em um meio rabo com uma presilha em formato de borboleta. A franja cai no rosto, em diagonal crescente, da testa até o lado esquerdo do queixo. Todas iguais.
Caminham com seus dois filhos, e já que hoje em dia podem escolher sexo dos filhos, todas escolhem um menino e uma menina; os meninos usam camisetas enfiadas para dentro das calças jeans, meias brancas e tênis azuis e brancos.Todos iguais. As meninas usam seus adoráveis cachos loiros (mesmo que não sejam loiras naturalmente; se a mãe pintou o cabelo de loiro, a filha também pinta, seja por vontade própria ou por vontade da própria mãe) por cima do ombro, que tem as alças dos vestidos cor-de-rosa floridos com um laço na cintura. As sandálias, delicadas, em tons suaves de vermelho. Todas iguais.
Até os poodles da família são tingidos de azul-bebê, a cor da moda.Todos iguais.
Eu uso minha calça jeans, tênis e camiseta. Meu cabelo é preto. E todos me olham como um alienígena.
Todos iguais.
Tenho vontade de perguntar para eles "Você sabe quem você é?".

sexta-feira, 24 de julho de 2009

And they say I'm mad.

Um dia estava andando na rua. Usava uma saia, all star e camiseta de banda.
Um grupo ridículo de rebeldes sem causa passou por mim, gritou "emo filha da puta!" e me deixa um cicatriz no queixo.
O que há de errado com a sociedade? Se não bastasse preconceitos com estilos diferentes, é tudo coisa de emo agora?
Se tem franja, é emo. Se tem mechas coloridas, é emo. Se usa all star, é emo. Se usa boné, é emo. Se gosta de ficar sozinho num canto, é emo.Se ouve Simple Plan, é emo, corta os pulsos e chora compulsivamente porque pisou acidentalmente numa formiga.
Esteriótipos miseráveis. Deixam a sociedade cada vez mais podre. É de dar pena saber que as pessoas escolhem as características para julgar e excluir. Essa exclusão por julgamento deixa as pessoas que o fazem mais patéticas do que qualquer uma. É engraçado as suposições que fazem sobre nós, apenas nos olhando. É até fascinante, saber que a juventude de hoje em dia tem imaginação tão fértil assim.
E dizem que EU sou louca.
Vou começar a espalhar por aí que esteriotipar também é coisa de emo.

sábado, 27 de junho de 2009

Heil, Führer.

Respirou fundo, e sorriu ao ver os olhos de seu colega de sala sangrando por ter espetado um lápis nele. Estava feliz por ver o sangue jorrando por um lugar tão incomum.
Mesmo tendo apenas 7 anos de idade. Mesmo sendo apenas uma criança. Mesmo que estivesse em público, percebeu que gostava de ver sofrimento nas pessoas. Fazia-a sentir-se bem, uma paz jamais sentida antes.
Desde então, tudo mudou na vida de Jullie. Os cabelos loiros quase brancos e os olhos azuis como o céu, a pele branca como neve. Era alemã, ariana. Tinha orgulho disso.
Seu ídolo era Hitler.
Seus atos lhe inspiravam, embora fosse nova demais para entender isso. Para entender a complexidade de tudo o que seu ídolo havia feito quando vivo. Achava-o certo, apenas um homem que ia atrás do que queria, e no caso, o que queria era se livrar de judeus, negros, ou qualquer um que não fosse da raça que considerava ''pura''. Jullie admirava a força de vontade dele. Admirava o fato que ele matava para alcançar seu objetivo.
Com o ocorrido na sala de aula, Jullie estava farta de tudo. A diretora de sua escola chamou seus pais para uma conversa, e aconselhou-os a levá-la a um psicólogo. Na sala do psicólogo, as únicas palavras ditas pela menina foram ''Eu faço o que acho certo. Ele é judeu.''
O fato de seu próprio pai também ter decendência judaica lhe assolava a alma, lhe envergonhava profundamente. Mais do que isso, deixava-lhe com ódio profundo de seu pai.
Uma noite, semanas após o fato que lhe expulsara da escola aos meros sete anos de idade, Jullie estava acordada em sua cama, olhando a parede pintada de rosa claro com enfeites pendurados e pinturas que ela mesma fizera, de sua família. Ela, sua mãe, seu irmão mais novo e seu pai. Nessa ordem exata.
Levantou-se da cama, pegou um giz de cera preto e desenhou uma cruz ao lado da gravura que represntava seu pai.
Depois, pegou outro giz de cera, desta vez, rosa claro, quase do mesmo tom de sua parede, e fez o símbolo do partido nazista.
Duas ruas embaixo de sua casa, na cidade de Berlim, havia um galpão. Segundo fatos históricos, era um dos galpões que Hitler ultilizara há tantos anos para trancar judeus e negros, fazendo-os respirar gás e morrer. Jullie abriu um sorriso com sua ideia. ''Livraria o mundo de um judeu,'' pensou ''e ainda sentiria o prazer de machucar alguém novamente.''
Decidiu agir.
No porão de sua casa, seus pais, químicos, guardavam galões com gás fosgênio, para experiências. Ficavam lacrados, claro, e o porão ficava trancado. Mas Jullie sabia onde ficavam as chaves, e sabia como abrir os galões, embora seus pais desconhecessem esse fato.
Foi até a cozinha, pegou uma cadeira, levou-a até a dispensa, e encontrou as chaves na última prateleira de cima. Depois pegou um canivete, ao lado das chaves.
Desceu até o porão, abriu a porta, encontrou uma máscara de gás ao lado de um dos galões. O galão era quase de seu tamanho, mas não importava. Rolou o galão até o galpão histórico, duas ruas abaixo. Depois, pegou a máscara de gás e enfiou-a na mochila.
Voltou a dormir.
Pela manhã, ao chegar na cozinha, encontrou seu pai, sua mãe e seu irmão mais novo, tomando café.
-Papai, pode me levar ao galpão de Hitler?
Seu pai olhou para a esposa, preocupado. O fato de Jullie adorar Hitler era intrigante demais para eles. Sua mãe lhe lançou um olhar em resposta e disse:
-Vá, ela quer.
-Tudo bem.
Quinze minutos depois, Jullie estava pronta, com a mochila nas costas.
E a máscara de gás dentro dela.
Ao descer as ruas, Jullie falava alegremente.
-Por que as pessoas tinham tanto medo de Hitler? Por que ele era tão odiado?
-Bom, filha... Hitler era mau. Não era o tipo de sujeito que tinha muitos amigos, e não respeitava ninguém que não fosse como ele considerava ''puro''.
-Mas isso não me parece justo. Ele apenas ia atrás do que queria. Isso é motivo para odiá-lo?
-É... Nada justifica ódio, claro, mas se justificasse, isso seria uma boa desculpa.
Ao chegar no galpão, Jullie abriu a porta de madeira e esperou seu pai entrar.
Pegou a mochila, e enquanto seu pai olhava por entre as paredes que já fizeram história, colocou a máscara de gás. Retirou o lacre do galão.
Olhou seu pai.
Saiu do galpão, e antes de trancar a porta para seu pai, olhou-o.
-Adeus, papai.-Disse ela, sorrindo ao ver o terror nos olhos da figura paterna- Não se esqueça de respirar bastante o gás lá dentro.- E trancou a porta.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Lantiremo

Ao passar pelo portão metálico e preto em formato de arco, observo o céu perfeitamente nublado. Meu dia de sorte, penso, ironicamente. Estou no lugar em que mais me sinto calma e o céu está da minha cor preferida, um cinza denso.
Aqui, neste cemitério, tenho amigos de verdade.
Muitos achariam que sou louca, ou simplesmente teriam medo de mim. Mas, desde os sete anos de idade, quando sonhei com um menino simpático de cabelos morenos me chamando para vir para cá, tenho paixão por isso tudo. Por esse lugar, pelas árvores, pela minha mediunidade, pelo céu nublado, por ele.
Sento-me, arrumando a saia do meu vestido vermelho e com rendas pretas de modo que pudesse me sentar sobre ela sob uma árvore de galhos secos e tronco grosso. Ajeito meu cabelo escuro, puxando-o para o lado esquerdo. Observo a paisagem, calmamente, observando todos os espíritos que ali estavam, vagando. Simplesmente andando, para lá e para cá. Alguns vão para reuniões mediúnicas, outros estão ainda não descobriram que desencarnaram, e simplesmente vagam perdidos nesse mundo imenso.
Quando, de repente, a visão do meu amado chega aos meus olhos. Usando a sua roupa de sempre, os cabelos ajeitados de lado, caídos sobre a testa numa franja perfeita. Poderia ser um modelo, se não fosse pelo fato de seu coração não bater à 10 anos.
-Oi- diz-me ele, com sua voz amargurada habitual.
-Oi- respondo
-Temos que conversar.
Congelo.Mesmo quando quem que você ama é um espírito, ainda é amedrontante ouvir tais palavras.
-Tudo bem... Conversemos.
-Vai ser meio complexo explicar isso.
-Tente- disse eu, exasperada.
Ele hesitou.
-Tenho que ir.
Compreendi de imediato. Eram as palavras que temera ouvir haviam seis anos. Sempre temera esse momento, e agora ele chegara.
Ele ia reencarnar.
Suspirei. Assim como as pessoas se vão, os espíritos também se vão.Senti minha respiração ficar fraca.
Não sabia porque estava assim; nunca pudera haver nada entre eu e ele. Eu sempre soubera disso.
Mesmo assim, não pude evitar que a lágrima idiota caísse.
-Onde? Quando?
-Uma família em Sidney. Estou indo agora, e nascerei em 8 meses e 19 dias.
-Boa sorte. -disse, sendo sincera, porém, entre soluços.- Espero que sua família seja boa.
Ele me abraçou. Mentalmente, claro. Eu senti seu abraço me reconfortanto e me acalmei.
-Nunca, em nenhuma outra vida, seu rosto sairá de minha memória, Isabella Smith. Eu te amo.
-Eu também amo-lhe, profundamente.
-Adeus, meu anjo de carne e osso.
-Adeus.
E ele se foi. Para nunca mais voltar, nem em meus sonhos, nem em vida real. Apenas no mundo espiritual, quem sabe, algum dia.
Se contasse minha amargura mais profunda e súbita a alguém, provavelmente estaria numa camisa de força dentro de 2 horas. Portanto, sofro em silêncio.

(Lantiremo: [latim] Descubra meus sinais)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

My mind scares the shit outta me.

Ao passar em frente ao espelho grande e velho, com a borda dourada enferrujada e o formato redondo. De repente, olho-me. A imagem refletida é pior do que se eu visse a mim mesma morta ou ensanguentada. Se estou biologicamente viva, por que não sinto meu coração bater? Se consigo andar, por que não consigo sorrir espontaneamente?

A imagem refletida é de uma menina pálida de cabelos escuros com os olhos inchados de tanto chorar.

''Você tem que controlar sua mente.''

terça-feira, 9 de junho de 2009

apathy

Uma caneta. Uma folha de papel com palavras escritas e riscadas, de novo e de novo.
De repente, uma gota de sangue cai de seus olhos.
Um anjo chora hoje. Chovem lágrimas desesperadas.
Apenas a apatia me domina.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

desperate wishing

Pouco a pouco, fui criando apatia pelas coisas com a qual tenho de conviver.Tenho um desejo desesperado de fugir.
Odeio minha escola. Odeio os imbecis da minha sala. Odeio matemática, física, química, geografia, português, educação física, educação artística.Odeio ter que estudar mais que todo mundo por causa da minha dificuldade de interpretação de texto. Odeio acordar, ir pra escola, voltar, almoçar, ir pro violão, aula particular de matemática, psicopedagoga. Odeio essa rotina. Odeio ter duvidas. Odeio ser confusa. Odeio à mim mesma.
Odeio essas palavras.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

não respeito mesmo, me processe.

Tudo bem. Respeitar idoso, respeitar grávidas, respeitar mulheres com crianças no colo, até aí é a coisa mais normal do mundo. Faz parte da cidadania, certo?
Não estou falando desse tipo de respeito. Não, estou falando de respeitar as ideias dos outros.
Na última terça-feira, saí mais cedo da escola. Estava com o olho irritado e a enfermeira (que me fez esperar 15 minutos até ser atendida, porque ela estava muto ocupada tomando seu cafezinho), achou melhor que eu fosse para casa. Eu achei uma frescura; se fosse conjuntivite ou algo do tipo, que diferença faria se eu fosse embora na última hora de aula ? O vírus se propaga mais rápido das 11:40 à 12:30, ou algo do tipo?
Enfim. Respeito.
Bem, enquanto esperava minha mãe chegar para me levar para casa (porque eles não me deixaram ir de ônibus, ou seja, além de me fazer perder uma prova, mandar eu ir para casa sendo que eu sabia que não era nada de grave, eles ainda foram autoritários à ponto de ditar o jeito de eu ir embora), o pessoal que faz curso técnico saia de suas aulas. Sentei-me ao sofá na portaria e uns 10 minutos depois um grupo de três meninas chegaram e se sentaram junto a mim, esperando sua colega. Quando a garota chegou, reclamou: ''Que mulher burra, não sabe nem tirar xerox direito!''
Uma professora que estava no ambiente ouviu, e logo mandou: ''Olha, que falta de respeito. Se ela não sabe tirar xerox, é um problema dela, não? Por que não respeita isso?Por que não fala na cara dela, ao menos?''
A menina virou-se e foi embora, e a professora começou a falar mal dela para o porteiro. Essa cena deu-me muito a pensar.
Normalmente eu estaria do lado da professora; ainda é considerado rude falar mal dos outros pelas costas, não?
Mas depois de um tempo pensando, percebi que a garota tinha razão, até. Ora, se a mulher não sabe tirar xerox, que raios estava fazendo ali?Por que não colocam alguém que realmente saiba o que faz?
E vai além; a professora exigiu respeito e não respeitou a opnião da aluna. Quer dizer, se ela não gostou dos serviços da mulher, problema dela, não? Que diabos a educadora tinha a ver com isso?
E WTF? Ela exigiu que falasse na cara da mulher, mas falou mal da aluna assim que esta virou as costas? Hipocrisia, não?
As pessoas tem todo o direito de respeitar ou não as outras. Depois irão arcar com as consequências, mas isso é problema delas. Se fez, assuma e lide.
Mas não seja hipócrita como a professora.

domingo, 3 de maio de 2009

even if savin' you sends me to heaven.

Então. Ontem à noite, estava eu tentando dormir, quando me veio uma inspiração para um conto. Essa inspiração veio de um pernilongo que entrou no meu quarto. Não me perguntem o que o pernilongo tem a ver com o conto.

-carta de despedida:
Olhou pela janela. Viu o pôr-do-sol mais belo de toda sua vida. Lágrimas começaram a sair de seus olhos negros. Enxugou-as; havia prometido a si mesma que não choraria. Estava decidida.
Pegou uma caneta azul, uma folha de papel e escreveu as últimas palavras.

''Só tenho a lhe agradecer. Você me fazia sorrir somente por estra ao meu lado. Você sempre me salvou. Deixe-me fazer o mesmo, só desta vez. Deixe-me ir.Não vingue-se, por favor. Muito menos culpe-se.
Durante todo esse tempo, você foi meu anjo. Por favor, deixe-me ser o seu agora.
Eu te amo. Continuarei amando-te mesmo após isso.
Rebecca.''

Dobrou o papel e colocou-o no envelope, com o nome do dono de seu coração. Depois, guardou-o no bolso. Quando tudo isso tivesse acabado, seria o primeiro lugar onde olhariam.
Saiu para a rua. Duas esquinas abaixo de sua casa, havia um beco onde tranficantes se reuniam normalmente. Ao chegar ali, Rebecca olhou para um deles. O mais grandalhão de todos.Viu os olhos azuis do homem se transformarem em um sorriso malicioso. Abriu o bolso do casaco. A garota só teve tempo de pensar em seu anjo, e em dizer para si mesma ''ele estará a salvo''.

No dia seguinte, um enterro, um anjo chorando e uma manchete no jornal da cidade: ''adolescente de 16 anos sacrifica-se por seu 'anjo'.''

quinta-feira, 30 de abril de 2009

has no one told you she's not breathing?

Por que é tão difícil falar sobre si mesmo?
Nós, seres humanos, temos uma mania incontrolável de julgar os outros. Mas quando tentamos nos descrever, torna-se uma tarefa complexa. Isso acontece, creio eu, porque vemos as outras pessoas mais do que nos vemos. Mesmo as pessoas egocêntricas.
Mas, aqui vamos nós.
Sou a imagem distorcida de uma adolescente. Ainda sou uma, só que não sou igual a maioria. Gosto disso. De não ser igual à ninguém (aliás, existe alguém igual à alguém?).
Pareço inofensiva. Mas se aparências fossem tudo, o mundo seria perfeito. A verdade é que quero injetar ácido sulfúrico nas veias de todos. Vontade absurda de fazê-lo. Uma ideia absurda demais para se tentar.
Amo música.
Lembrete: música = rock.
Funk, pagode, axé, sertanejo, etc., não são música.
No momento, ouço Evanescence, com minha blusa de frio roxa, minha meia listrada, e meus jeans velhos e rasgados na barra.
Pintei minhas unhas de azul na última segunda-feira. Ficaram legais, até.
Sou inconstante. Posso ficar legal, chata, brava, feliz, triste,entre outras coisas, em menos de duas horas.
Não sei se isso é bipolaridade ou maluquisse. Mas sou assim.
miih, obrigada. Sem o 'm' maísculo, porque não sou tão importante assim pra ter o nome escrito da maneira correta.