terça-feira, 1 de outubro de 2013

The human part of the story

Vocês sabem, os sentimentos podem chegar junto com os humanos.

Por isso, essa história não é formada só pelos sentimentos. Não.

O Amor chegou carregado por ele.

É um história engraçada... Numa tentativa de parecer normal e feliz, eu, a mais estranha das estranhas, fui ao parque.

Quando o vi pela primeira vez, no parque da cidade, estava apenas sentada no gramado, olhando a Felicidade tomando conta das crianças. Olhando o céu azul claro, sem nenhuma nuvem. Olhando os pássaros. Ouvindo-os. Ouvindo as conversas animadas daquela manhã de sábado. Claro, você pode pensar que todos eram felizes. Não posso afirmar por eles, é verdade, mas se eu fosse igual a todos, isso significaria que fingiam que sabiam com era ter a Felicidade te ajudando ao invés de fugindo de todos os outros sentimentos. Mas não eram. Eles eram felizes de verdade.
Quero dizer, tão verdade quanto é possível ser. Eu tinha certeza que em 50% deles, a aparente Felicidade era só uma ilusão que eles mesmos tinham. Achavam que eram felizes. Por que não seriam? Tinham dinheiro, casa, roupas, carros.
O que eles nunca vão entender é que a Felicidade detestava bens materias. O que eles viam ali era a Comodidade. A qualidade de estar cômodo. A Comodidade vinha junto com bens materias, e Felicidade evitava-os. Essa era a diferença... Mas aquelas pessoas pareciam estar confundindo-as. Felicidade e Comodidade não são a mesma coisa.[...]

Tempo líquido

Surpreendente reler meus próprios textos de outros anos. Não me parecem ter sido escritos por mim. Não são parte de mim mais, não me vejo mais neles. Não sou quem eu era um dia - triste, mas esperançosa; portadora de um coração partido, mas uma amante em todas as circunstâncias. Engraçado perceber tais mudanças. Curioso rever meu passado. Curioso me lembrar de todas as dores e as situações que me trouxeram a este blog.  O tempo passou, fluiu, rápida e dolorosamente. Ah, as dores da adolescência, agora não me aflingem tanto quanto antes. Ainda assim, posso me lembrar do coração partido, das cartas - escritas e reescritas - nunca enviadas, das noites em claro aos prantos. Lembro-me muito bem, pois sim. A vida era difícil. Hoje ainda é. Mas parece-me diferente. Hoje vejo o mundo de um ponto de vista mais maduro. Ainda triste e desesperançoso mas tenho em que me apoiar. Tenho quem possa me ajudar e a quem eu possa ajudar. É tudo o que necessito.