terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Hold my heart, phantom.

Agora são exatos 10:23 da manhã de uma terça-feira ensolarada de dezembro. Hoje faltam exatos dez dias para o natal. Passei de ano. Comprei um cd maravilhoso ontem. Estou falando com ele.
É. Tudo parece extremamente bom.
Não.
Aparências enganam, meu caro amigo, minha cara amiga.
Aprendas isso, ou serás enganado por toda vossa existência.
Não, não está tudo bem.
Mas eu, novamente, não sei porque. O dueto de Tarja Turunen com Marco Hietala ecoa em meu ouvido, o fantasma da ópera. Uma das versões mais impecáveis dessa música, em minha modesta (e, sejamos sinceros, inútil) opinião.
Estou formal demais hoje? Talvez.
Estou confusa demais.
Estou com medo.
Não me pergunte o porquê.
Essa dúvida me assola a alma. Angustiante saber que meu ano perfeito pode não ter sido real. Angustiante saber que eu deixei tudo chegar a esse ponto, sendo que no final das contas, eu sempre soube a verdade.
E que talvez a verdade não exista.
O fantasma da ópera parece ser "real", afinal de contas.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Um texto sobre nada.

Eu não sei o que escrever, não sei o que fazer, não sei nem se tenho um problema. Essa dúvida me confunde, me domina, me dá vontade de chorar, gritar e surtar. Mas eu não posso, eu simplesmente me recuso a fazer qualquer uma dessas coisas, porque eu nem sei o que é. Poderiam ser tantas coisas, mas sou humana e a humanidade sempre pensa o pior possível.
Perdemos o lado Pollyana da vida.
O vento uiva ao meu lado, meu cabelo chicoteia e meu coração dispara.
Está disparado há quase duas horas. Mas eu nem sinto mais.
Sinto fome, mas não consigo engolir.
Sinto raiva, mas não posso gritar.
Sinto angústia, mas não posso chorar.
Sofrer em silêncio. É isso aí.